Fórmulas: 5 dicas para sobreviver à sopa de letrinhas

Ah, as fórmulas e equações… Sem elas, todo o esforço de tantos meses de estudo pode ter sido totalmente em vão. E depois de tanto estudar, com a cabeça estourando de tanta informação, nem sempre é fácil memorizá-las, não é mesmo?

Hoje trago algumas dicas bem práticas para que você não se afogue nessa sopa de letrinhas.

1.      Entenda a lógica por trás da fórmula

Esta talvez seja a mais eficiente de todas as dicas, mas certamente é a mais trabalhosa. Pressupõem um mundo ideal em que você realmente aprendeu todos os conceitos e suas aplicações e, portanto, a fórmula se torna uma construção natural para você.

A esta altura do campeonato, pode ser que você tenha atingido esse nirvana em alguns, ou mesmo muitos dos conteúdos. Parabéns! Com esses, você não precisa se preocupar mais.

Para aqueles em que você ainda tem alguma dificuldade de compreensão, é importante continuar tentando entender a lógica, mas é também recomendável seguir para as próximas dicas.

2.      Use o método do pintor

Para muita gente, a construção de raciocínios lógicos entre os conceitos e a aplicação na solução de problemas fica mais clara com desenhos, cores e esquemas, também chamados de mapas mentais. Ao unir teoria e prática numa imagem, eles ajudam a memorizar as fórmulas.

Para que os mapas funcionem melhor, você pode adotar o método Metacognitivo do Pintor, do Programa MenteInovadora.

Nesse método, você cria um quadro com os elementos que deve e precisa recordar. Para criar esse quadro, o primeiro passo é definir os limites da imagem. No caso, o conteúdo que você vai dominar. Em seguida, você subdivide o quadro em segmentos, que poderiam ser os conceitos, os problemas a que eles se aplicam, as grandezas e variáveis utilizadas e as fórmulas aplicadas. Você pode delimitar essas áreas com cores, desenhos e esquemas para facilitar a memorização.

O passo seguinte é estabelecer a cadeia de conexões, que vão ajudá-lo a conectar as informarções e a entender a lógica por trás delas.

Os mapas mentais podem ser feitos no caderno, em blocos, em folhas A4, em cartazes com cartolina que você pode pendurar nas paredes do seu quarto, ou até em sites que já existem por aí com o único objetivo de ajudar na criação desse tipo de recurso.

3.      Faça cartões para memorização

Assim como os mapas mentais, este é um outro recurso para reforçar as memorização das associações entre fórmulas, as descrições e suas variáveis. Só que os cartões e fichas têm uma vantagem: você pode carregá-los com você e usá-los em qualquer momento que seria um tempo “perdido”, como no trajeto para a escola, no horário do almoço, etc.

Funciona assim: na frente do cartão, você anota as grandezas e suas variáveis e no verso, a fórmula relacionada. Depois, você pratica lendo a informação na frente e tentando adivinhar qual a fórmula que se aplica a ela.

Com o tempo, você pode variar o jogo, começando a leitura pela fórmula para então adivinhar a qual grandeza ela se aplica.

Você também pode escrever enunciados de problemas numa face do cartão, e a fórmula necessária na outra, para fazer esse mesmo exercício de associação numa situação de aplicação prática.

4.      Use frases e macetes

Velho aliado dos professores de cursinho, os macetes consistem basicamente na criação de frases que vão ajudá-lo a se lembrar da fórmula na hora de responder a uma questão. Para que funcionem, porém, é preciso que você pratique bastante adotando as frases na hora de resolver os exercícios. Dessa foram saberá em qual tipo de situação usará “vovô ateu” ou “sentado sozinho vendo tevê até meia-noite”, por exemplo.

Quer conhecer algumas frases e macetes? Então anote algumas das mais importantes na área de exatas:

Calorimetria

Fórmula: Q = M.C.T

Uso: Medir variação de calor de um corpo

Macete: Qui MaCeTe?

 

Fórmula: Q = M.L

Uso: Medir variação de calor de um corpo

Macetes: Qui MoLeza!

Quem Matou Lineu?

Quem Matou Lampião?

Pressão

Fórmula: P.v = n.R.t

Uso: Medir a pressão de gases e líquidos

Macetes: Por Você nunca Rezei tanto

Para vereador não Roubar tanto

Empuxo

Fórmula: E= d.V.g

Uso: Calcular a força hidrostática exercida por um corpo

Macete: Empuxo é deVagar.

Velocidade

Fórmula: V = Vo + A.T

Uso: Medir a velocidade final, inicial, tempo de deslocamento ou aceleração de um corpo

Macetes: Vi Você à Toa

Vovô Alfaiate

Vi Você Atirar

Vovô ateu

Movimentos

Para Movimento Retilíneo Uniforme (MRU)

Fórmula: S= So + V.t

Uso: Medir o tempo, espaço e velocidade no MRU

Macete: Sorvete

 

Para Movimento Retilíneo Uniformemente Variado (MRUV)

Fórmula: S = So + Vo.t + 1/2 a.t²

Uso: Medir o tempo, espaço e velocidade no MRUV

Macetes: Sorverão

Sozinho no Sofá, Vendo Tevê à Toa

Sentado Sozinho Vendo Tevê até Meia-Noite

Campo Elétrico

Fórmula: E = F/Q

Uso: Determinar a intensidade do campo elétrico

Macetes: É Fraqueza!

Fique Elegante, Querida!

 

Fórmula: Q = ti

Uso: Calcular a intensidade da corrente elétrica

Macete: Quero te iludir

Força

Fórmula: F = m.a

Uso: Medir força, massa ou aceleração de um corpo

Macetes: Fama

A força é má

Velocidade de ondas

Fórmula: V = λ.f

(λ= letra grega lâmbida)

Uso: Calcular a frequência de ondas

Macete: Você lambe a faca

Vistosas lambidas com frequência

5.      Use o método das Aves Migratórias

Explicar a alguém o que você está estudando é uma ótima prática de memorização das fórmulas. Quando você precisa mobilizar o conhecimento para ensiná-lo, obriga o seu cérebro a trabalhar sobre os conceitos e fórmulas que ele precisa guardar.

Use o método Metacognitivo das Aves Migratórias para reunir um grupo de amigos com diferentes saberes em momentos de “aulas” entre vocês. Você ensina alguns dos conceitos, grandezas, variáveis e fórmulas, assiste às aulas dos colegas sobre outros – o que é outro recurso ótimo para entender conteúdos em que você ainda precisa de reforço.

Todas essas dicas podem ser usadas separadamente, ou numa estratégia de memorização que vai ajudá-lo a variar as formas de estudar. Bom estudo, e boa sorte com as fórmulas.

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