Você sabe como são calculadas suas notas no Mindzup?

Você sabia que nas avaliações do Mindzup, assim como no ENEM e avaliações Saeb, sua nota é calculada a partir do modelo TRI? Agora você deve estar se perguntando…

Afinal o que é TRI?

A Teoria de Resposta ao Item (TRI), é uma metodologia diferente de correção, usada não apenas no ENEM e avaliações Saeb, mas também em exames renomados como o SAT (Scholastic Assessment Test) e o TOEFL  (Exame de Proficiência na Língua Inglesa).

Nela não é considerado apenas o número de questões corretas em uma avaliação, mas também a coerência das respostas do participante diante do conjunto de questões que formam a avaliação realizada.

Sendo esta nota atribuída em uma métrica (escala) criada com o objetivo de medir o conhecimento (proficiência) do participante nas áreas de avaliação.

Você pode acertar todas as questões e não tirar 1000 ou errar todas as questões e não tirar 0. Como isso é possível?

Primeiramente vamos tentar entender o raciocínio por trás disso…

Imagine, por exemplo, que em uma prova de 10 questões de matemática, a aluna Amanda e o aluno Pedro acertaram 5 questões, porém não acertaram as mesmas questões.

Será que os alunos deveriam receber a mesma nota? Será que os dois alunos possuem o mesmo conhecimento de matemática?

Assumir que todas as questões fornecem a mesma quantidade de informação sobre o conhecimento que o participante domina não é a melhor opção metodológica.

Assim há questões que representam melhor o que está sendo avaliado do que outras e há questões que informam mais.

Tudo depende de quais questões foram acertadas e do nível de dificuldade de cada uma. Ou seja, a nota mínima da prova (nenhum acerto) e a nota máxima (100% de acerto) não são 0 e 1.000 respectivamente, elas dependem do grau de dificuldade de cada avaliação.

Ainda está confuso? Não fique…

No cálculo da nota, o modelo matemático da TRI considera a coerência das respostas corretas do aluno. A nota do participante depende somente de seu conhecimento e de seu momento na prova.

Isso porque as questões são desenvolvidas com base em 3 critérios essenciais que garantem a qualidade da avaliação e a precisão da famosa escala.

  1. Parâmetro de discriminação: garante que tenha alunos que acertem e alunos que errem uma mesma questão.
  2. Parâmetro de dificuldade: posiciona a questão na escala (0 a 1000) e garante que tenham questões com diferentes níveis de dificuldades ao longo da prova.
  3. Parâmetro de acerto casual: mede as chances de uma questão ser acertada por indivíduos de baixa proficiência. Por exemplo, se um aluno com baixo conhecimento acertar uma questão difícil, sabe-se que há grandes chances de ter sido um chute.

O que importa saber é que este modelo comprova que quanto maior seu conhecimento geral na área, maiores as chances de acertar sem chutar

Espera-se que participantes que acertaram as questões difíceis devam também acertar as questões fáceis, pois, entende-se que a aquisição do conhecimento ocorre de forma cumulativa, de modo que habilidades mais complexas requerem o domínio de habilidades mais simples.

Cada questão tem um peso diferente de acordo com seu grau de dificuldade. Assim é possível traçar um perfil para cada aluno e a nota é, portanto, ‘personalizada’ por candidato.

Para que a TRI funcione, a prova precisa ter questões com níveis de dificuldade alto, médio e baixo. Na régua a seguir, temos as respostas da avaliação dos alunos Amanda e Pedro, comentado anteriormente, já posicionadas.

Fazendo uma analogia, imagine uma competição de pesos. Como eu faria para saber quantos kg consigo levantar? Começo com 1kg, depois 2kg, 3kg, 4kg… consegui até o 28kg. Isso significa que eu não vou conseguir levantar um peso de 60kg. Da mesma forma, espera-se que um participante apresente, coerência pedagógica em suas respostas.

Ambos acertaram a mesma quantidade de questões (5), mas a Amanda acertou as questões mais fáceis e, a partir de um certo nível de dificuldade, passou a errar, conforme o esperado pedagogicamente, logo sua nota será maior do que a do Pedro, pois este acertou as questões mais difíceis e errou as mais fáceis. Entende-se, de acordo com o modelo da TRI, que foram acertadas “no chute”, pois não sabe a teoria básica. Justo, né?

 

? Importante: acertar uma questão no chute não diminui sua nota, viu? Ela só não terá o mesmo valor de como se você tivesse acertado aquelas com coerência pedagógica. O segredo é não deixar nenhuma questão em branco. Uma questão certa pode aumentar sua nota e uma errada, é só uma errada.

Em grandes linhas, a nota TRI significa COERÊNCIA! Você acerta itens fáceis para acertar os itens difíceis. O propósito da teoria é medir a capacidade. O mais importante é acertar com consistência.

Para isso, estude tudo e vá até seu limite. Mas na hora da prova, não gaste seu tempo tentando acertar as questões mais difíceis para aumentar sua nota. Dedique-se às questões que você sabe.

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